Não há nada pior do que retirar a complexidade da literatura, afirmou ontem José Fanha, no Encontro ETerna Biblioteca. Não poderia estar mais de acordo.
Nada mais irritante e deformante do que a abordagem chã, que parafraseia o já dito, ou que especula e faz o texto dizer tudo e mais alguma coisa, em contemplo delírio pseudoliterário.
Obrigada, José Fanha, pelo apelo à seriedade do texto literário (mesmo que seja divertido, jocoso, hilariante até). O que vale é que a literatura resiste ao que dela se diz ou faz. Mas receio por alguns alunos quando o olhar que têm sobre o texto literário, ao longo de anos, é o de uma liberdade tal que tudo se pode dizer e pensar a seu respeito. Sim, é verdade. Mas isso faz de nós leitores críticos?