Geral

Conteúdos de carácter geral que não se enquadram em nenhuma categoria particular.

A Biblioteca em crescendo

Publicamos os dados relativos ao empréstimo domiciliário de material livro e não-livro no último quadriénio escolar. No quadro em anexo é possível verificar que o mesmo nº de leitores (457) leu cinco vezes mais no espaço de dois anos. De 312 requisições em 2008/2009 passámos para 1693 no presente ano lectivo. Houve também maior divulgação e visualização dos filmes da Biblioteca Escolar, o que prova que vale a pena continuar a investir no sector.

Os números atestam também o trabalho inestimável das Assistentes Operacionais Cristina Rodrigues e Mª João Borba, a quem a BE agradece toda a dedicação e empenho no desempenho da sua nova função ao longo deste ano lectivo!

QUE SABE A CULTURA ACERCA DA FRATERNIDADE?

«Dentro de nós, tal como os textos mostram, existe um ser que se constrói para o amor. Eu mergulho as mãos nos textos e encontro esse recado por toda a parte.»

«Avaliar nos dias que correm quanto a cultura sabe sobre a fraternidade implica estar atento às metáforas que os contemporâneos criam e estimar a forma como agem, por antítese, sobre aqueles que a elas têm acesso.»

                          Lídia Jorge na conferência “Elogio da Fraternidade", 7.ª Jornada da Pastoral da Cultura

AS BIBLIOTECAS ESCOLARES SÃO ESSENCIAIS

O Diário de Notícias de hoje divulga um artigo sobre o carácter axial das bibliotecas escolares na promoção das literacias e na inclusão social.

As novas gerações, habituadas a utilizar as novas tecnologias, necessitam de as manipular ao serviço da aprendizagem e com critérios éticos, que contrariem, nomeadamente, o plágio. Nessa dimensão, a função das BE e dos professores bibliotecários torna-se fundamental.

O SENHOR TAVARES VENCE GRANDE PRÉMIO

O escritor Gonçalo M. Tavares acaba de ser galardoado, pela sua obra Uma Viagem à Índia, com o Grande Prémio de Romance e Novela, da Associação Portuguesa de Escritores (APE),  distinção que considera honrosa, sobretudo por visar "uma narrativa...a reduzir a grandiosidade da epopeia..., uma história à volta de uma personagem, que é o Bloom, que faz um percurso de pequenos roubos, de pequenas façanhazinhas, mas que no fundo é um criminoso, mas um criminoso mais ou menos simpático", disse à Antena 1

NINGUÉM SABE O QUE É UM PEIXE

Aprender a negociar

Tenho um amigo que diz: «o que os biólogos marinhos, a indústria de peixe e os compradores de mitos partilham, é simplesmente isto: ninguém realmente sabe o que é um peixe». Aceitemos o seu repto: nenhum de nós sabe o que é um peixe. Quer a ciência, a técnica, mas também o amor, a poesia e a fé nos conduzem à mesma evidência: ignoramos o que seja exatamente um peixe. Que é como quem diz: ninguém sabe, realmente, o que é uma mulher, o que é um homem, o que é uma árvore, o que é uma palavra, o que é um silêncio... E se aceitamos que não sabemos, temos que tirar daí uma elação: a urgência de trocar o nosso conhecimento muito assertivo pela negociação. Em vez de acharmos que já conhecemos, dizermos: – não, eu não conheço, eu ainda não sei o que é. Então como nos podemos avizinhar uns dos outros? Negociando, isto é, dispondo-nos a aprender, ouvindo, tentando estabelecer um pacto, um acordo, uma aliança, mas nunca a partir de etiquetas, de teorias fechadas. Precisamos, sim, de partir da manifestação da própria realidade, daquilo que é novo a cada instante.

Sobre o peixe, há também aquele conto extraordinário de Herberto Helder, no livro Os passos em volta. «Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho.