Visita de Estudo ao Planalto Mirandês

Do dia 16 ao dia 19 de Abril de 2015, as turmas 8º3 e 9º1 realizaram uma visita de estudo a Trás-os-Montes (AEPGA & PALOMBAR), no âmbito das disciplinas de Geografia, Inglês, Português, Ciências da Natureza e Educação para a Cidadania, com os seguintes objetivos: aprender a valorizar o património natural, histórico e linguístico; aplicar conhecimentos em contexto real; fomentar relações interpessoais e o espírito de interajuda; desenvolver a criatividade.

No dia 16, deu-se a partida rumo ao Norte por volta das sete horas da madrugada. Chegámos algumas horas depois a Penha Garcia, local onde fizemos uma pausa para almoço e visitámos o Parque Icnológico de Penha Garcia. No parque mencionado foi-nos permitido ver Cruziana (iconofósseis) e também fósseis de trilobites (artrópodes que viveram nos oceanos na Era Paleozóica). Continuámos a nossa viagem até Barrocal do Douro/Picote, contemplando o Fundão, a Serra da Estrela e Barca D’Alva, sendo a última conhecida como uma zona vinhateira e onde é possível encontrar amendoeiras, oliveiras e laranjeiras, facto tal que se deve à sua localização numa zona de microclima mediterrâneo. Por fim, chegámos ao Albergue onde nos alojámos.

No dia 17, dirigimo-nos à aldeia de Atenor onde visitámos a AEPGA (Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino criada em 2001), local onde nos foi permitido ver, contactar e conhecer melhor a raça do burro mirandês. O burro mirandês difere de outras raças por ser muito alto, ter o dorso, focinho e círculo à volta dos olhos de cor branca e pelo castanho e comprido. No total existem cerca de 25 machos e 850 fêmeas reprodutores, mas a raça encontra-se ameaçada.

No dia 18, o destino foi Miranda do Douro. Começámos por visitar um museu, que nos levou a concluir que as atividades dominantes na zona são a agricultura e a pecuária. O museu tinha expostos vários objetos ligados tanto à agricultura como à pecuária, como a festas pagãs e folclóricas e também à tecelagem. Depois de darmos algumas voltas à vila em busca do seu artesanato, dirigimo-nos a S. João das Arribas onde almoçámos e desfrutámos de uma vista de “cortar a respiração” para o Rio Douro acompanhados de abutres e grifos que voavam por cima de nós. Acabámos a nossa visita naquele dia com uma ida à aldeia de Uva com o objetivo de vermos alguns dos cerca de 50 pombais existentes na zona, ou seja, grandes edifícios de pedra que acolhem e protegem pombos dos seus predadores.

No dia 19, partimos bem cedo para Almeida, aldeia onde almoçámos e que goza o estatuto de Aldeia Histórica de Portugal. Esta aldeia é conhecida pela sua fortificação que apresenta uma planta de formato estrelado irregular, com seis baluartes intercalados por seis cortinas com revelins e cuja superfície é de 650000 m2. Acabada a visita, dirigimo-nos de volta a Almada.

Julieta Gonçalves 8º3